Espaço da Palavra!

Espaço para contos, crônicas, poemas, críticas, comentários e resenhas… Enfim, espaço do escritor. Por Lilly Soares

21.9.08

Dando Nome aos Bois

Não sei o que irrita mais, uma pseudo obra de Ficção Científica que só contribui para denegrir ainda mais o gênero perante os críticos preconceituosos para com ele, ou os colunistas que demonstram desconhecer o mínimo sobre o estilo e tudo quanto é porcaria que mistura mitos, lendas, fantasia, mitologia, eles rotulam como obra do gênero e metam o pau. Trata-se de um artigo, publicado na Veja desta semana, criticando a novelinas Os Mutantes da rede record. Até aí, tudo bem, essa sofrível obra de teledramaturgia tem de ser criticada mesmo, é de puro mal gosto. Mistura - e plagia - filmes e seriados americanos e usa de (d)efeitos especiais e diálogos inexpressivos. Chegou-se ao cúmulo de criar a personagem rainha formiga e seus súditos. Abordou-se a Ufologia Mística e incluso, recém inseriu-se um personagem que vindo do futuro, tem como função aniqüilar os mutantes maléficos; qualquer semelhança com o filme Exterminador do Futuro, grande sucesso de Arnold Schwarzenegger, não é mera coincidência.

A questão é que para esses críticos, em regra preconceituosos com o gênero, desprovidos de um mínimo conhecimento, caracterizam como sendo do estilo, qualquer obra de "qualidade" duvidosa, sem refinamento e alheia ao bom senso, como por exemplo, essa novelinha da rede Record. É o cúmulo do absurdo compará-la sequer, com tentativa de obra de ficção científica, nem mesmo isso ela é. Parecem desconhecer também, o gênero fantástico, esse sim, ainda que se forçando a barra, seria mais adequado para rotular esta obra tosca da teledramaturgia da record. Uma mistura de vampiros, lobisomens, ets, mutantes, hibrídos humanos -insetos, é qualquer coisa, ou qualquer porcaria, menos uma boa e decente obra de Ficção Científica. Todos os fãs e conhecedores do estilo, com toda razão, se irritam e não gostam quando tais obras desprovidas de um mínimo bom senso e qualidade são equivocadamente declaradas como sendo do gênero. Para esses críticos que fazem essas comparações absurdas, lá vai:

- O que é Ficção Científica?

Gênero literário caracterizado pela reflexão sobre as descobertas da ciência e a evolução tecnológica. Desenvolvido no século XX, influenciou outras artes, em especial o cinema. As conquistas da ciência e da tecnologia, suas possibilidades sem limites e suas experiências às vezes temerárias constituem a matéria-prima da ficção científica.
Gênero literário que se desenvolveu no século XX e espraiou-se para outras formas de manifestação artística, principalmente para o cinema, a ficção científica tem como tema principal a reflexão sobre as descobertas da ciência e a evolução tecnológica. Literatura característica de uma época de transição, em que a fé cega nos enunciados científicos e no progresso tecnológico, vigentes no século XIX, deram lugar à desconfiança e ao temor, a ficção científica traduz uma mudança geral de mentalidade em relação à ciência. No entanto, a atitude da ficção científica nem sempre é crítica: tanto pode adotar o culto cientificista e otimista, como uma posição de pessimismo e anticientificismo.
A ficção científica funda-se sobre o possível e nisso difere da literatura fantástica, que se baseia numa impossibilidade real. Por isso, os precursores do gênero, como o Frankenstein (1818), de Mary Shelley, e o Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1886; O médico e o monstro), de Robert Louis Stevenson, são ficção científica; enquanto o Dracula (1897), de Bram Stoker, não pertence a esse gênero, mas à literatura fantástica. Ao mesmo tempo, a ficção científica também se distancia da ciência, pois esta tem como projeto principal descrever a realidade, enquanto a literatura procura desenvolver os conflitos entre as exigências do homem e os limites impostos pelo mundo exterior. Como busca na ciência os meios para tornar-se convincente aos olhos do leitor, a ficção científica torna-se uma literatura conjectural, do "pode ser". Quando esse "pode ser" se torna uma ameaça à sobrevivência da humanidade, a ficção científica assume o papel de crítica social, tanto mais evidente quanto mais se aproxima o futuro previsto pelos futurologistas da ciência.

 Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Eis acima, a prova de que falta um mínimo conhecimento ou pesquisa, resultando em comparações equivocadas de obras e gêneros aos quais se enquadram, por parte de alguns críticos de revistas.

 

criado por lili_as    23:22 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!, TV

1.9.08

Salada Mista

        Back To Future; ET; Blade Runner; Gattaca: Experiência Genética; Eu, Robô; Arquivo-X; The 4400; X- Man… são algumas das obras conhecidas e de qualidade do gênero conhecido como Ficção Científica. Gênero conhecido, mas incompreendido. Alguns, preconceituosamente, sob teor pejorativo, o encaram como fruto de uma imaginação fértil, que em regra, "viaja na maionese", ou em linguagem menos coloquial: extrapola os limites da verossimilhança, da razoabilidade e da lógica. Infelizmente, tanto na literatura, quanto no cinema. Isto é fato, basta reparar as críticas, na sua maioria, sempre desfavoráveis ao gênero e, em geral, com comentários impertinentes. Boa parte delas, desconhece o mínimo do estilo - na verdade, desconhece o conceito - e pode-se perceber a má-vontade com a qual foi escrita. Ficção Científica trata de um gênero literário - ou cinematográfico - que apresenta histórias fictícias e fantásticas, porém, estas se propõem a ser plausíveis, a ter uma lógica, quer em uma época e local distante, ou mais atual. É também, uma situação fantástica, utilizada a fim de se gerar uma reflexão sobre os avanços da ciência e suas conseqüências. Portanto, nada tem de fantasioso - no sentido pejorativo - nem de pura imaginação fértil sem fundamento.

 Mas o caso em questão, é a deturpação do gênero, já tão criticado e incompreendido. Trata-se das más obras, que o denigrem, o desconfiguram… Refere-se à novela - série Os Mutantes da rede Record. Spin-off da novela Caminhos do Coração - também exibida pela emissora - a história é uma salada mista de tipos variados de gêneros. Mistura-se de tudo: vampiros, lobisomens, mutantes, e agora; até extraterrestres. E, como se isso por si só, não bastasse, os (d)efeitos especiais são chulos e irrisórios. Aliás, não se pode descartar a idéia de cópia, ainda que mal feita, de obras de gênero similar (será?). A novela mescla X-Man, com Heroes, Lost, Arquivo-XJurassic Park e ET de Steven Spielberg. O curioso, é que apesar de tudo isso, a "obra" faz sucesso de audiência. Já dizia o ditado: "Nada se cria, tudo se copia". Contudo, ao fiel conhecedor e admirador de Ficção Científica, e acima de tudo, defensor de uma boa obra do gênero, faz-se necessário esclarecer que esta novela, não é, nem pode ser considerada como autêntica representante dele. A não ser que se deseje que ele permaneça incompreendido e visto sob teor pejorativo por críticos e leigos que desconheçam o mínimo sobre o tema.

criado por lili_as    18:32 — Arquivado em: By Lilly Soares, Entretenimento, Fala Sério!, TV

31.8.08

Plágio Descarado

            "Zapeando" pela TV num entediante dia de domingo, parei no SBT - Sbesteira segundo alguns - no quadro Lendas Urbanas, do sofrível ou pior, programa do Gugu. Porém, por se tratar de assunto que me agrada, nem que seja para servir de fonte de inspiração para minhas fan fictions de Arquivo-X e/ou Supernatural, pasmem… O quadro conta um caso que é plágio descarado do filme O Chamado. Lembram-se de O Chamado? Aquele filme de terror japonês que teve uma refilmagem americana? A história é de uma fita almadiçoada cuja pessoa que a assistisse receberia uma ligação ouvindo uma sinistra voz que dizia: "Seven days", e a pessoa morria dentro de um prazo de sete dias. Juro, que só faltou a simulação péssima e forçada deste tosco quadro do programa do Gugu, colocar os atores preocupando-se em se salvar dentro deste prazo.

Disse e repito, o problema nem é o tema, acho lendas - urbanas ou não, assim como os mitos e os contos de folclore - temáticas interessantes; o que acho o fim, é a cópia descarada de seriados e filmes americanos. Semana passada, pela propaganda - enquanto minha avó assistia ao programa do Silvio - vi que o quadro iria falar sobre uma boneca almadiçoada que ganhara "vida" e assombrava uma garotinha e sua família. Qualquer semelhança com o episódio: "Feitiço" da quinta temporada de Arquivo -X, cujo episódio teve a colaboração do famoso escritor Sthephen King, não é mera coincidência. Noutro dia, o quadro abordou a lenda urbana " Bloody Mary"; para quem não ouviu falar, é também conhecida como a da bruxa do espelho, um espírito vingativo que surge quando uma jovem, envolta em seu cobertor, sussurra, à meia-noite, iluminado por velas. diante do espelho do banheiro, 13 vezes as palavras Bloody Mary. Em algumas versões adulteradas da lenda, acredita-se que basta pronunciar as palavras 3 vezes e, em alguns casos conta-se a lenda misturando-a com a da brincadeira do copo - foi como ouvi sobre a lenda durante minha adolescência. Já vi membros da comunidade do fã clube do seriado Supernatural indignados com isso, reclamando até de plágio dos diálogos dos personagens da série. No caso de plágio com Arquivo-X foi ainda pior - no caso de pagar direitos autorais, teria que se pagar ao Chris Carter e ao Sthephen King - copiaram discaradamente até a boneca, idêntica a mostrada no episódio de Arquivo-X. Hoje, tiveram o disparate de mencionar o filme O Chamado ao final do quadro, como sendo inspirado na lenda. Ora, recentemente, pesquisando sobre lendas urbanas - várias - a fim de citá-las integralmente ou adaptadas em minha fan fiction: Arquivo Sobrenatural, não achei nenhuma que se referisse ao Mistério do DVD Almadiçoado - nome improvisado para supostamente disfarçar o plágio - incluso, a cena em que a menina teve que desligar a TV que se ligara sozinha e chiando, é idêntica a cena do filme. Ah, isso sem contar que eles abordaram até a Maldição da Múmia, como lenda urbana, sendo que essa é uma lenda histórica - originada de fato histórico, inexplicável mas existente - a ser comentado em futura postagem.

            Ainda que tudo a respeito de Lendas Urbanas seja considerado de domínio público, o telespectador merece respeito. Os autores de filmes e seriados também. Contudo, que mais poderia esperar da TV num dia de domingo? Tirando os filmes, e Cold Case - Arquivo Morto - à noite, que mais se pode esperar encontrar que preste na televisão? Ainda mais na TV Aberta… Nessas horas, só o refúgio de um bom livro, ou Internet.

criado por lili_as    22:19 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!, TV

12.8.08

Minissérie JK

              A minissérie de TV, JK, obra de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira baseada na biografia do presidente Juscelino Kubitschek, vai ser reprisada pela rede Globo a partir do dia 19 de agosto. Bom, ao menos para os afortunados brasilienses que estarão livres do horário eleitoral gratuito - deveria se chamar horário cômico - já que não há eleição para prefeito e nem para vereador no Distrito Federal. É a oportunidade para quem não viu, e também para quem quiser rever - quem gostou - um excelente trabalho dramático que alia fato histórico com enredo e personagens fictícios.

Mito -  Juscelino Kubitschek é o que se pode chamar de mito político. É o presidente do Brasil, assim como Getúlio Vargas, que é lembrado como uma importante figura histórica, independente das lembranças serem boas ou más. Responsável pela construção da cidade de Brasília, JK foi considerado pioneiro para sua época, e precursor da modernidade, cujo exemplo é seu famoso lema de campanha: "50 anos em 5".

Biografia:

Nascimento - Quando Juscelino nasceu, seu pai, João César de Oliveira, anunciou que o filho seria o futuro Presidente da República. Assim diz a lenda.
 Juscelino Kubitschek de Oliveira nasceu em 12 de setembro de 1902 em Diamantina, Minas Gerais. Filho do caixeiro-viajante João César de Oliveira e da professora primária Júlia Kubitschek, o pequeno Nonô - como Juscelino era chamado pela família - mal teve tempo de conhecer o pai. Dois anos e meio depois do nascimento de seu primeiro filho homem, o alegre e boêmio João César, ex-bombeiro e ex-delegado de polícia, morreria de tuberculose. A vida de Júlia e de seus filhos Maria da Conceição e Juscelino nunca mais seria a mesma.

Curiosidade? - Recomendo que assistam a série, uma super produção da rede Globo. Óbvio, dado o desconto de que se trata de uma versão romantizada e idealizade de Jk. Mas, é também uma excelente oportunidade para conferir o trabalho de um dos maiores e melhores atores da atualidade, Wagner Moura, que inclusive destacou-se mais - no seriado - do que o veterano José Wilker.

criado por lili_as    14:55 — Arquivado em: By Lilly Soares, Entretenimento, TV

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