Espaço da Palavra!

Espaço para contos, crônicas, poemas, críticas, comentários e resenhas… Enfim, espaço do escritor. Por Lilly Soares

1.12.08

Concurseiros Exigem Respeito!

 É imprescindível que se crie uma Lei que regule o procedimento em relação aos concursos públicos. Muito se fala acerca do vestibular, da pressão sofrida pelos vestibulandos, mas se esquece da tão sofrida, ou até pior pressão sofrida pelos concursandos. Muitas vezes porque os candidatos se deparam com matérias que nunca viram na vida, como Direito Constitucional e Administrativo - com sua linguagem prolixa -, imensa variedade de doutrinadores e, tendo que ter domínio da jurisprudência. Sem contar a concorrência acirrada, fazendo com que mesmo com horas de estudo, seja extremamente difícil conseguir um “lugar ao sol” – entenda-se o cargo desejado e a tão sonhada estabilidade. Há a pressão da família, do (a) próprio (a) candidato (a) sobre si… Há os incontáveis sacrifícios, a falta de tempo para a vida social, a tensão, o estresse, a redação…

Sem contar as inúmeras matérias cobradas nos editais, e que por vezes, nada tem a ver com o cargo a ser disputado, a falta de referência bibliográfica e o custo envolvido, seja para pagar um bom cursinho preparatório ou para comprar as nada baratas apostilas… As incontáveis fraudes, as exigências durante o certame – umas necessárias, outras descabidas – a espera após a prova para saber o resultado final, após horas de dor na coluna, no mínimo, ao se preencher aquelas malditas bolinhas do cartão resposta, utilizadas para correção eletrônica, a mera expectativa de direito a ser nomeado, quando se passa, mas não se classifica. Logo, segue-se o desânimo, a depressão, a sensação da vida passando e o concurseiro parado no tempo… Um autêntico concurseiro sabe que o sofrimento do vestibular é fichinha perto do que ele passa.

A última pérola, para não se dizer outra coisa, é cobrar Francês em prova para nível médio. Trata-se de concurso público para Hemobrás, organizada pelo Cespe. Como para nível superior não havia como fazer, porque exigia-se formação em nível superior que não possuo, inscrevi-me para nível médio. Aliás, engana-se quem pensa que as provas de nível médio são mais fáceis, ledo engano. Vi a informação sobre cair o idioma frânces para a prova, mas acreditando se tratar de exigência para cargos de nível superior me inscrevi. Semana passada, ainda estudava para outro concurso, nesta semana, quando fui verificar o conteúdo programático para nível médio e, assustei-me quando vi Francês. Ora, num país onde não se valoriza a educação, e onde grande parte da população não sabe nem o básico da língua materna – o português – como ousam cobrar, um idioma que nem sequer é visto no ensino médio? Isso é um desrespeito. Concurseiros exigem respeito! E, precisam se unir e exigir que se faça uma lei para regular o que pode ou não ser cobrado em feito nestes certames e, assim, deixarmos de estar a mercê de bancas e organizadores que fazem o que bem querem e, fica tudo por isso mesmo!

Eis o disparate:

14.2.2 CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO
LÍNGUA PORTUGUESA: 1 Compreensão e interpretação de textos. 2 Tipologia textual. 3
Ortografia oficial. 4 Acentuação gráfica. 5 Emprego das classes de palavras. 6 Emprego do sinal
indicativo de crase. 7 Sintaxe da oração e do período. 8 Pontuação. 9 Concordância nominal e
verbal. 10 Regência nominal e verbal. 11 Significação das palavras.
LÍNGUA INGLESA: 1 Compreensão de textos em língua inglesa. 2 Itens gramaticais relevantes
para a compreensão dos conteúdos semânticos.
LÍNGUA FRANCESA: 1 Compreensão de textos em língua francesa. 2 Itens gramaticais relevantes
para a compreensão dos conteúdos semânticos.
LEGISLAÇÃO: 1 Legislação da saúde: Lei n.° 8.080/90, Lei n.° 8.142/90 e Lei n.° 10.205/2001. 2
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal – Decreto n.º
1.171/94 e alterações.
ATUALIDADES: Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como segurança, transportes,
política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia, relações internacionais,
desenvolvimento sustentável e ecologia, suas inter-relações e suas vinculações históricas.

criado por lili_as    15:08 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

21.11.08

Capa da Veja: Sensacionalismo Puro!

   

   Tanto fato importante acontecendo no mundo, e pasmen, a tendenciosa revista Veja me sai com uma capa digna de revista de fofoca, como a Caras ou a Quem, e mesmo a Contigo. Não se trata de agir conforme a conduta permissiva para com alguns destaques da mídia - atores, cantores, etc - que é característico de alguns indivíduos; até porque não vejo usuário de droga como vítima, seja ele quem for, nem acho que deva ser eximido de responsabilidade. Nem sequer por se tratar de um ator do qual era fã e sempre admirei o trabalho - confesso - que vou aliviar a barra.

Contudo, sabe-se que há acontecimentos sócio-culturais e econômicos mais relevantes e de mais interesse para o público. Como o desinteresse do Estado em investir na melhoria da educação e saúde, o descaso com a segurança pública e o aumento da criminalidade, o caos instalado no Rio de Janeiro. Incluso, fico a me perguntar, onde está a Imprensa enquanto "Quarto Poder" que deveria usar de sua função de responsabilidade social e, em vez disso, quando não usa de sensacionalismo em caso de crimes que comovem a sociedade, usam de fofoca sobre "celebridades"? Nessas horas, me questiono, teria escolhido certo ao optar por jornalismo?

criado por lili_as    23:23 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

21.9.08

Dando Nome aos Bois

Não sei o que irrita mais, uma pseudo obra de Ficção Científica que só contribui para denegrir ainda mais o gênero perante os críticos preconceituosos para com ele, ou os colunistas que demonstram desconhecer o mínimo sobre o estilo e tudo quanto é porcaria que mistura mitos, lendas, fantasia, mitologia, eles rotulam como obra do gênero e metam o pau. Trata-se de um artigo, publicado na Veja desta semana, criticando a novelinas Os Mutantes da rede record. Até aí, tudo bem, essa sofrível obra de teledramaturgia tem de ser criticada mesmo, é de puro mal gosto. Mistura - e plagia - filmes e seriados americanos e usa de (d)efeitos especiais e diálogos inexpressivos. Chegou-se ao cúmulo de criar a personagem rainha formiga e seus súditos. Abordou-se a Ufologia Mística e incluso, recém inseriu-se um personagem que vindo do futuro, tem como função aniqüilar os mutantes maléficos; qualquer semelhança com o filme Exterminador do Futuro, grande sucesso de Arnold Schwarzenegger, não é mera coincidência.

A questão é que para esses críticos, em regra preconceituosos com o gênero, desprovidos de um mínimo conhecimento, caracterizam como sendo do estilo, qualquer obra de "qualidade" duvidosa, sem refinamento e alheia ao bom senso, como por exemplo, essa novelinha da rede Record. É o cúmulo do absurdo compará-la sequer, com tentativa de obra de ficção científica, nem mesmo isso ela é. Parecem desconhecer também, o gênero fantástico, esse sim, ainda que se forçando a barra, seria mais adequado para rotular esta obra tosca da teledramaturgia da record. Uma mistura de vampiros, lobisomens, ets, mutantes, hibrídos humanos -insetos, é qualquer coisa, ou qualquer porcaria, menos uma boa e decente obra de Ficção Científica. Todos os fãs e conhecedores do estilo, com toda razão, se irritam e não gostam quando tais obras desprovidas de um mínimo bom senso e qualidade são equivocadamente declaradas como sendo do gênero. Para esses críticos que fazem essas comparações absurdas, lá vai:

- O que é Ficção Científica?

Gênero literário caracterizado pela reflexão sobre as descobertas da ciência e a evolução tecnológica. Desenvolvido no século XX, influenciou outras artes, em especial o cinema. As conquistas da ciência e da tecnologia, suas possibilidades sem limites e suas experiências às vezes temerárias constituem a matéria-prima da ficção científica.
Gênero literário que se desenvolveu no século XX e espraiou-se para outras formas de manifestação artística, principalmente para o cinema, a ficção científica tem como tema principal a reflexão sobre as descobertas da ciência e a evolução tecnológica. Literatura característica de uma época de transição, em que a fé cega nos enunciados científicos e no progresso tecnológico, vigentes no século XIX, deram lugar à desconfiança e ao temor, a ficção científica traduz uma mudança geral de mentalidade em relação à ciência. No entanto, a atitude da ficção científica nem sempre é crítica: tanto pode adotar o culto cientificista e otimista, como uma posição de pessimismo e anticientificismo.
A ficção científica funda-se sobre o possível e nisso difere da literatura fantástica, que se baseia numa impossibilidade real. Por isso, os precursores do gênero, como o Frankenstein (1818), de Mary Shelley, e o Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1886; O médico e o monstro), de Robert Louis Stevenson, são ficção científica; enquanto o Dracula (1897), de Bram Stoker, não pertence a esse gênero, mas à literatura fantástica. Ao mesmo tempo, a ficção científica também se distancia da ciência, pois esta tem como projeto principal descrever a realidade, enquanto a literatura procura desenvolver os conflitos entre as exigências do homem e os limites impostos pelo mundo exterior. Como busca na ciência os meios para tornar-se convincente aos olhos do leitor, a ficção científica torna-se uma literatura conjectural, do "pode ser". Quando esse "pode ser" se torna uma ameaça à sobrevivência da humanidade, a ficção científica assume o papel de crítica social, tanto mais evidente quanto mais se aproxima o futuro previsto pelos futurologistas da ciência.

 Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Eis acima, a prova de que falta um mínimo conhecimento ou pesquisa, resultando em comparações equivocadas de obras e gêneros aos quais se enquadram, por parte de alguns críticos de revistas.

 

criado por lili_as    23:22 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!, TV

12.9.08

Em Defesa do Jornalismo

Abaixo, reproduzo mensagem da Federação Nacional dos Jornalistas:

Em defesa do jornalismo, da sociedade e da democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.
O Supremo Tribunal Federal – STF – está prestes a julgar um Recurso Extraordinário que, se aprovado, acabará com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, permitindo que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do jornalismo brasileiro. É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica, ética e que estejam em constante aperfeiçoamento.
Também é importante reforçar que a obrigatoriedade do diploma não ameaça as liberdades de expressão e de imprensa. A profissão regulamentada não é impedimento para que as pessoas se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião esteja presente na mídia.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão de jornalista no país ficar exclusivamente nas mãos de empresas de comunicação.
Os brasileitos e, neste momento específico, os ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Obs: reprodução do texto da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj
Declarem seu apoio em www.fenaj.org.br 

E, a Fenaj em apoio à obrigatoriedade do diploma para formação em jornalismo convida:
Para Ato Público em defesa do diploma para o exercício do Jornalismo.
Dia 17 de setembro, às 13h, em frente ao Supremo Tribunal Federal – STF –, na Praça dos Três Poderes em Brasília.

Quem puder, compareça! Quem não puder, colabore por meio do abaixo-assinado disponível no site da Fenaj. Por uma informação de qualidade e pela certeza de um profissional que esteja qualificado para o exercício da profissão de jornalismo, colaborem com o manifesto em defesa da obrigatoriedade do diploma para que se exerça a profissão de jornalismo.

criado por lili_as    15:00 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

10.9.08

Invasão de Privacidade

Pergunta-se: privacidade existe? São tantas câmeras em tudo quanto é lugar, que há de se pensar; a tão falada privacidade é como algo em extinção. Ou um mito. Porém, tratando do que realmente interessa, os grampos telefônicos, há de se ressaltar que constitui um assunto complexo e pela mesma razão, não deve ser visto por um único ponto de vista. Eis o motivo: obviamente toda interceptação telefônica - popularmente chamada de grampo - realizada de forma ilícita e que caracterize abuso de poder, deve, sem dúvida, ser condenada. Contudo, a ampla discussão visando descobrir quem é o responsável pelo grampo ao presidente do Supremo, ABIN, alguém do gabinete da presidência?; acaba por distrair a atenção da Opinião Pública para um outro lado relevante desta questão. Os pra-lamentares com tudo a esconder, digamos assim, devem estar aproveitando esse escândalo como um "prato-cheio" para justificar o cerceamento dos poderes investigativos do Ministério Público e da Polícia Federal, usando de hipérboles, falácias, demagogias e se "apoderando" dos escândalos conforme lhes for mais conveniente. Ah, usam de neologismo também, hão de chamar de espetacularização.

Memória Curta - Não se intenciona defender atos ilícitos, mas se questiona um estardalhaço devido ao fato da "vítima" ser representante da Suprema Corte e, por todo escândalo ter estourado na grande Imprensa, após noticiado em revista de circulação nacional não tão confiável assim, devido seu teor altamente tendencioso. A invasão de privacidade que afetou um cidadão comum, Francenildo Santos Costa - para quem não se lembra, trata-se do caseiro que denunciou o ex-ministro da fazenda Palocci e suas reuniõezinhas "secretas" com companheiros em casa de bairro chique de Brasília - cuja conta foi devassada  pela quebra de sigilo bancário, que a priori, por lei, também só é permitida com autorização judicial e a fim de investigação policial; no entanto, ficou por isso mesmo, nenhuma providência foi tomada, apesar de ter sido uma quebra de sigilo indiscutivelmente ilegal. Não se tem do que reclamar, a fim de proteger a "vítima" cheia de status, num instante, como num passe de mágica, não só já se tomou providência, como já há projeto para monitorar, digamos assim, as interceptações telefônicas. Detalhe, as realizadas com autorização também entraram no tal projeto. Se fosse possível ter a certeza que a fiscalização visa apenas impedir abuso e excesso de poder, nem haveria problema, mas… Com a corrupção e impunidade que reinam no país, e com agentes públicos, em regra, não tão confiáveis assim, indaga-se: quem irá fiscalizar os responsáveis por fiscalizar a necessidade ou não dos grampos telefônicos?

criado por lili_as    23:25 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!

6.9.08

Libertai-vos das Algemas da Alienação

Ouvi na rádio CBN, manifesto por parte dos policias, em repúdio à proibição do uso de algemas.Também pudera, faz-se um escarcéu repudiando o uso destas, logo após o escândalo do banqueiro Daniel Dantas. Aquele que se enquadra na categoria bandido VIP e que pode pagar um advogado - do Diabo - a peso de Ouro. Já o "Zé Ninguém", aquele que é denominado ladrão de galinha, que já extrapolou o tempo da sentença prevista, o preso pobre que é tratado em condições sub-humanas, ultrajado… esse que se dane, ou melhor, é esquecido. Este, não se consegue fazer ouvir.

Claro, não se ignora que há abuso de autoridade e até uso injustificado de algemas, mas proibir o uso delas seria a solução? Ora, "as algemas algemas servem para qualquer pessoa que seja detida, independente do crime; pode ser crime de menor potencial ofensivo, não interessa. O cara vai andar no banco de trás da viatura, e você na frente é presa fácil." (palavras de um policial civil) Quanto ao abuso de autoridade, deve ser punido, obviamente, mas não generalizando a situação, já que a análise de tal abuso é subjetiva. E quem a decide? Ou melhor, quem a deve decidir? Juízes de um tribunal que nunca foram a trabalho de campo perseguindo um infrator da lei? Que ficam sentados atrás das mesas em seu gabinete, curtindo o ar refrigerado e não sabem nem a metade do risco que passa o policial? E se o preso for de alta periculosidade, fingir não resistir a prisão e quando menos se espera matar o policial a queima roupa, conforme já ocorrido; e incluso, mencionado no STJ Repórter, quando se debatia sobre o uso das algemas. Será que Dantas realmente não merecia ser algemado? Isso o constrangeu? E o constragimento para o país devido aos milhões que perde em investimentos na saúde, educação e segurança por conta de dinheiro público desviado por tais criminosos VIPs que sempre, via de regra, permanecem impunes? E a postura de acomodação de encarar o Judiciário quase como um poder divino acima do bem e do mal? Impassível à questionação? Criminosos de colarinho branco praticam crime contra a "coisa pública" demonstrando falta de respeito total aos princípios da Administração Pública, à Opinião Pública e à sociedade; e vai-se ficar calado diante disto? Até porque dos três poderes da República, o menos transparente é o Judiciário, então porque dar-lhe liberdade plena e aceitar suas decisões sem nem sequer questionar? Aposto que a pessoas direitas e de bem, que tem de viver feito prisioneiras enquanto os criminosos estão livres, também entenderiam o manifesto destes policiais. Eu entendo, uma pessoa antenada entenderia. Por fim, espero que esta decisão do STF não sirva como mais um estímulo à vergonhosa Impunidade que impera em nosto país.

Texto Interessante - Escrito por um policial civl, a respeito das algemas no site:

http://www.casodepolicia.com/

criado por lili_as    2:58 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

2.9.08

Pra-lamentar Brasileiro

O pra-lamentar brasileiro perdeu, de todo, a vergonha na cara, se é que se pode dizer que tinha alguma. Já foi comentado aqui, a louvável decisão do Supremo Tribunal Federal - STF - de proibir a prática, vergonhosa e torpe do Nepotismo em todos os três poderes da República: Executivo, Legislativo e Judiciário; e igualmente fora comentado que os pra-lamentares descontentes, iriam chiar. Prova disso, é a declaração cínica, ou desculpa esfarrapada, do senador Mozarildo Cavalcanti - do PTB de Roraima - de que é necessário um prazo para se adaptar à proibição instituída pelo STF.

Implícito, entenda-se: o senador pretende justificar o injustificável; ou melhor dizendo, defender a prática nepotista e criticar a decisão da Suprema Corte. O cinismo deste pra-lamentar chegou ao ponto de sugerir a criação de cotas, a fim de garantir o "cabide" de empregos para os parentes. E, ainda pior, na cara de pau deslavada. Ora, Nepostimo é prática incompatível com o princípio da moralidade da Administração Pública, previsto na Carta Magna. Portanto, cidadão brasileiro, atenção; fique de olho no parlamentar que deveria, de acordo com a Constituição, representá-lo ou, a seu estado. Não basta votar em qualquer um, para depois culpar somente o político eleito. Culpar ao outro sempre é mais fácil, assim como eximir-se de responsabilidades. No mais, é inquestionável que o pra-lamento brasileiro é algo a se lamentar mesmo - eis a razão do trocadilho.

P.S: A quem interessar possa, recomendo escutar o comentário de hoje do Arnaldo Jabor pelo site da CBN, sobre: Práticas Intoleráveis no Estado democrático.

 http://cbn.globoradio.globo.com/cbn/home/index.asp

criado por lili_as    14:41 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!, Para Refletir

1.9.08

Me engana que eu gosto…

Volto a repetir: cuidado com os supostos defensores dos direitos fundamentais que alegam defender a Constituição. Ontem, indignada, ouvi no Fantástico, o caso do jovem César Ferreira, de Tocantins, que dirigindo acima da velocidade permitida, atropelou um idoso e, diante das câmeras, ainda ousou zombar do ocorrido. A questão é, o jovem, recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Com certeza, os críticos exacerbados da Lei Seca, o dariam razão, sob pretexto de defesa do direito assegurado pela Carta Magna de não produzir prova contra si mesmo e também pelo princípio da presunção de inocência. Me engana que eu gosto! Eu repito. Ainda acho que a questão, na realidade, é a preocupação com os lucros, que diminuíram com a lei em vigor, e não o desrespeito a Constituição em si, se é que ele existe. Explica-se: A  Lei Maior, defende os direitos individuais e também os COLETIVOS - muitos fazem questão de se esquecer disso - e, numa vida em sociedade, o direito coletivo - em alguns casos - deve prevalecer sobre o direito individual. Sem essa, portanto, de defender quem se recusa a soprar no bafômetro; "Quem não deve, não teme". O pior, é que a família do jovem ainda teve o disparate - embora seja compreensível a família querer o bem dele, apesar de tudo - de entrar com pedido para que se responda em liberdade, porque o atropelamento foi uma mera "fatalidade". Ora, a zombaria do jovem com o ocorrido, demonstra que ele estava bêbado. Qualquer pessoa de bom senso, sabe que bebida (exagerada) e direção não combinam… O idoso, infelizmente estava na hora errada, no lugar errado… Mera Fatalidade? Repito: me engana que eu gosto. Ah, e outra pergunta que fica para reflexão: o jovem irresponsável tem quem olhe por ele, e a pobre viúva? Quem olhará por ela?

Dados - Brasil economiza R$ 48 mi com redução de acidentes nas estradas
Brasília, 20/08/08 (MJ) – O Brasil economizou R$ 48 milhões e poupou 159 vidas desde que a lei contra o álcool ao volante entrou em vigor, há dois meses. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (20), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Significa uma redução de 13,6% de vítimas fatais em relação ao mesmo período (20 de junho a 20 de agosto) no ano passado.

O dinheiro economizado representa 25% do orçamento anual da PRF. O suficiente para comprar 500 ambulâncias ou sete mil bafômetros para equipar todas as forças policiais nos estados. Em 2007, o país sofreu um prejuízo de R$ 6,5 bilhões por causa de acidentes somente em rodovias federais.

De acordo com o diretor-geral da PRF, Hélio Derenne, a economia é mais significativa para o setor público. O governo deixa de arcar, por exemplo, com novas aposentadorias por invalidez, uso de helicópteros, e viaturas, combustível e atendimento médico.

Fonte: Ministério da Justiça

OBS: Volto a repetir também, que o certo seria questionar o excesso de rigidez da lei. Realmente o limite de tolerância é inexistente e, existe sim, os que bebam responsavelmente, mas justamente por isso, deveria se questionar o excesso de rigidez, tentar resolver essa questão, ou provar que a diminuição nas estatísticas de acidentes de trânsito se deve puramente ao aumento de fiscalização e não questionar o mérito da lei.

criado por lili_as    18:51 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

Salada Mista

        Back To Future; ET; Blade Runner; Gattaca: Experiência Genética; Eu, Robô; Arquivo-X; The 4400; X- Man… são algumas das obras conhecidas e de qualidade do gênero conhecido como Ficção Científica. Gênero conhecido, mas incompreendido. Alguns, preconceituosamente, sob teor pejorativo, o encaram como fruto de uma imaginação fértil, que em regra, "viaja na maionese", ou em linguagem menos coloquial: extrapola os limites da verossimilhança, da razoabilidade e da lógica. Infelizmente, tanto na literatura, quanto no cinema. Isto é fato, basta reparar as críticas, na sua maioria, sempre desfavoráveis ao gênero e, em geral, com comentários impertinentes. Boa parte delas, desconhece o mínimo do estilo - na verdade, desconhece o conceito - e pode-se perceber a má-vontade com a qual foi escrita. Ficção Científica trata de um gênero literário - ou cinematográfico - que apresenta histórias fictícias e fantásticas, porém, estas se propõem a ser plausíveis, a ter uma lógica, quer em uma época e local distante, ou mais atual. É também, uma situação fantástica, utilizada a fim de se gerar uma reflexão sobre os avanços da ciência e suas conseqüências. Portanto, nada tem de fantasioso - no sentido pejorativo - nem de pura imaginação fértil sem fundamento.

 Mas o caso em questão, é a deturpação do gênero, já tão criticado e incompreendido. Trata-se das más obras, que o denigrem, o desconfiguram… Refere-se à novela - série Os Mutantes da rede Record. Spin-off da novela Caminhos do Coração - também exibida pela emissora - a história é uma salada mista de tipos variados de gêneros. Mistura-se de tudo: vampiros, lobisomens, mutantes, e agora; até extraterrestres. E, como se isso por si só, não bastasse, os (d)efeitos especiais são chulos e irrisórios. Aliás, não se pode descartar a idéia de cópia, ainda que mal feita, de obras de gênero similar (será?). A novela mescla X-Man, com Heroes, Lost, Arquivo-XJurassic Park e ET de Steven Spielberg. O curioso, é que apesar de tudo isso, a "obra" faz sucesso de audiência. Já dizia o ditado: "Nada se cria, tudo se copia". Contudo, ao fiel conhecedor e admirador de Ficção Científica, e acima de tudo, defensor de uma boa obra do gênero, faz-se necessário esclarecer que esta novela, não é, nem pode ser considerada como autêntica representante dele. A não ser que se deseje que ele permaneça incompreendido e visto sob teor pejorativo por críticos e leigos que desconheçam o mínimo sobre o tema.

criado por lili_as    18:32 — Arquivado em: By Lilly Soares, Entretenimento, Fala Sério!, TV

31.8.08

Plágio Descarado

            "Zapeando" pela TV num entediante dia de domingo, parei no SBT - Sbesteira segundo alguns - no quadro Lendas Urbanas, do sofrível ou pior, programa do Gugu. Porém, por se tratar de assunto que me agrada, nem que seja para servir de fonte de inspiração para minhas fan fictions de Arquivo-X e/ou Supernatural, pasmem… O quadro conta um caso que é plágio descarado do filme O Chamado. Lembram-se de O Chamado? Aquele filme de terror japonês que teve uma refilmagem americana? A história é de uma fita almadiçoada cuja pessoa que a assistisse receberia uma ligação ouvindo uma sinistra voz que dizia: "Seven days", e a pessoa morria dentro de um prazo de sete dias. Juro, que só faltou a simulação péssima e forçada deste tosco quadro do programa do Gugu, colocar os atores preocupando-se em se salvar dentro deste prazo.

Disse e repito, o problema nem é o tema, acho lendas - urbanas ou não, assim como os mitos e os contos de folclore - temáticas interessantes; o que acho o fim, é a cópia descarada de seriados e filmes americanos. Semana passada, pela propaganda - enquanto minha avó assistia ao programa do Silvio - vi que o quadro iria falar sobre uma boneca almadiçoada que ganhara "vida" e assombrava uma garotinha e sua família. Qualquer semelhança com o episódio: "Feitiço" da quinta temporada de Arquivo -X, cujo episódio teve a colaboração do famoso escritor Sthephen King, não é mera coincidência. Noutro dia, o quadro abordou a lenda urbana " Bloody Mary"; para quem não ouviu falar, é também conhecida como a da bruxa do espelho, um espírito vingativo que surge quando uma jovem, envolta em seu cobertor, sussurra, à meia-noite, iluminado por velas. diante do espelho do banheiro, 13 vezes as palavras Bloody Mary. Em algumas versões adulteradas da lenda, acredita-se que basta pronunciar as palavras 3 vezes e, em alguns casos conta-se a lenda misturando-a com a da brincadeira do copo - foi como ouvi sobre a lenda durante minha adolescência. Já vi membros da comunidade do fã clube do seriado Supernatural indignados com isso, reclamando até de plágio dos diálogos dos personagens da série. No caso de plágio com Arquivo-X foi ainda pior - no caso de pagar direitos autorais, teria que se pagar ao Chris Carter e ao Sthephen King - copiaram discaradamente até a boneca, idêntica a mostrada no episódio de Arquivo-X. Hoje, tiveram o disparate de mencionar o filme O Chamado ao final do quadro, como sendo inspirado na lenda. Ora, recentemente, pesquisando sobre lendas urbanas - várias - a fim de citá-las integralmente ou adaptadas em minha fan fiction: Arquivo Sobrenatural, não achei nenhuma que se referisse ao Mistério do DVD Almadiçoado - nome improvisado para supostamente disfarçar o plágio - incluso, a cena em que a menina teve que desligar a TV que se ligara sozinha e chiando, é idêntica a cena do filme. Ah, isso sem contar que eles abordaram até a Maldição da Múmia, como lenda urbana, sendo que essa é uma lenda histórica - originada de fato histórico, inexplicável mas existente - a ser comentado em futura postagem.

            Ainda que tudo a respeito de Lendas Urbanas seja considerado de domínio público, o telespectador merece respeito. Os autores de filmes e seriados também. Contudo, que mais poderia esperar da TV num dia de domingo? Tirando os filmes, e Cold Case - Arquivo Morto - à noite, que mais se pode esperar encontrar que preste na televisão? Ainda mais na TV Aberta… Nessas horas, só o refúgio de um bom livro, ou Internet.

criado por lili_as    22:19 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!, TV

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