Espaço da Palavra!

Espaço para contos, crônicas, poemas, críticas, comentários e resenhas… Enfim, espaço do escritor. Por Lilly Soares

1.12.08

Concurseiros Exigem Respeito!

 É imprescindível que se crie uma Lei que regule o procedimento em relação aos concursos públicos. Muito se fala acerca do vestibular, da pressão sofrida pelos vestibulandos, mas se esquece da tão sofrida, ou até pior pressão sofrida pelos concursandos. Muitas vezes porque os candidatos se deparam com matérias que nunca viram na vida, como Direito Constitucional e Administrativo - com sua linguagem prolixa -, imensa variedade de doutrinadores e, tendo que ter domínio da jurisprudência. Sem contar a concorrência acirrada, fazendo com que mesmo com horas de estudo, seja extremamente difícil conseguir um “lugar ao sol” – entenda-se o cargo desejado e a tão sonhada estabilidade. Há a pressão da família, do (a) próprio (a) candidato (a) sobre si… Há os incontáveis sacrifícios, a falta de tempo para a vida social, a tensão, o estresse, a redação…

Sem contar as inúmeras matérias cobradas nos editais, e que por vezes, nada tem a ver com o cargo a ser disputado, a falta de referência bibliográfica e o custo envolvido, seja para pagar um bom cursinho preparatório ou para comprar as nada baratas apostilas… As incontáveis fraudes, as exigências durante o certame – umas necessárias, outras descabidas – a espera após a prova para saber o resultado final, após horas de dor na coluna, no mínimo, ao se preencher aquelas malditas bolinhas do cartão resposta, utilizadas para correção eletrônica, a mera expectativa de direito a ser nomeado, quando se passa, mas não se classifica. Logo, segue-se o desânimo, a depressão, a sensação da vida passando e o concurseiro parado no tempo… Um autêntico concurseiro sabe que o sofrimento do vestibular é fichinha perto do que ele passa.

A última pérola, para não se dizer outra coisa, é cobrar Francês em prova para nível médio. Trata-se de concurso público para Hemobrás, organizada pelo Cespe. Como para nível superior não havia como fazer, porque exigia-se formação em nível superior que não possuo, inscrevi-me para nível médio. Aliás, engana-se quem pensa que as provas de nível médio são mais fáceis, ledo engano. Vi a informação sobre cair o idioma frânces para a prova, mas acreditando se tratar de exigência para cargos de nível superior me inscrevi. Semana passada, ainda estudava para outro concurso, nesta semana, quando fui verificar o conteúdo programático para nível médio e, assustei-me quando vi Francês. Ora, num país onde não se valoriza a educação, e onde grande parte da população não sabe nem o básico da língua materna – o português – como ousam cobrar, um idioma que nem sequer é visto no ensino médio? Isso é um desrespeito. Concurseiros exigem respeito! E, precisam se unir e exigir que se faça uma lei para regular o que pode ou não ser cobrado em feito nestes certames e, assim, deixarmos de estar a mercê de bancas e organizadores que fazem o que bem querem e, fica tudo por isso mesmo!

Eis o disparate:

14.2.2 CONHECIMENTOS BÁSICOS PARA OS EMPREGOS DE NÍVEL MÉDIO
LÍNGUA PORTUGUESA: 1 Compreensão e interpretação de textos. 2 Tipologia textual. 3
Ortografia oficial. 4 Acentuação gráfica. 5 Emprego das classes de palavras. 6 Emprego do sinal
indicativo de crase. 7 Sintaxe da oração e do período. 8 Pontuação. 9 Concordância nominal e
verbal. 10 Regência nominal e verbal. 11 Significação das palavras.
LÍNGUA INGLESA: 1 Compreensão de textos em língua inglesa. 2 Itens gramaticais relevantes
para a compreensão dos conteúdos semânticos.
LÍNGUA FRANCESA: 1 Compreensão de textos em língua francesa. 2 Itens gramaticais relevantes
para a compreensão dos conteúdos semânticos.
LEGISLAÇÃO: 1 Legislação da saúde: Lei n.° 8.080/90, Lei n.° 8.142/90 e Lei n.° 10.205/2001. 2
Código de Ética Profissional do Servidor Público Civil do Poder Executivo Federal – Decreto n.º
1.171/94 e alterações.
ATUALIDADES: Tópicos relevantes e atuais de diversas áreas, tais como segurança, transportes,
política, economia, sociedade, educação, tecnologia, energia, relações internacionais,
desenvolvimento sustentável e ecologia, suas inter-relações e suas vinculações históricas.

criado por lili_as    15:08 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

21.11.08

Capa da Veja: Sensacionalismo Puro!

   

   Tanto fato importante acontecendo no mundo, e pasmen, a tendenciosa revista Veja me sai com uma capa digna de revista de fofoca, como a Caras ou a Quem, e mesmo a Contigo. Não se trata de agir conforme a conduta permissiva para com alguns destaques da mídia - atores, cantores, etc - que é característico de alguns indivíduos; até porque não vejo usuário de droga como vítima, seja ele quem for, nem acho que deva ser eximido de responsabilidade. Nem sequer por se tratar de um ator do qual era fã e sempre admirei o trabalho - confesso - que vou aliviar a barra.

Contudo, sabe-se que há acontecimentos sócio-culturais e econômicos mais relevantes e de mais interesse para o público. Como o desinteresse do Estado em investir na melhoria da educação e saúde, o descaso com a segurança pública e o aumento da criminalidade, o caos instalado no Rio de Janeiro. Incluso, fico a me perguntar, onde está a Imprensa enquanto "Quarto Poder" que deveria usar de sua função de responsabilidade social e, em vez disso, quando não usa de sensacionalismo em caso de crimes que comovem a sociedade, usam de fofoca sobre "celebridades"? Nessas horas, me questiono, teria escolhido certo ao optar por jornalismo?

criado por lili_as    23:23 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

19.10.08

Opinião

Estou triste com o desfecho do caso Eloá. Lamento pelos familiares, pela Nayara que terá um trauma psicológico. No entanto, não comentarei muito sob o risco de mesmo sem intenção, beirar o sensacionalismo…Contudo, atrevo-me a dizer que acho que uma vez passada 48 h, no mínimo, e após horas de exaustiva negociações infrutíferas, a polícia deveria ter priorizado salvar as vítimas. Ora, se a equipe estava bem preparada, com atirador de elite, que atirassem no rapaz, sob certeza de ter somente a ele na mira, ou jogasse daquelas bombas de gás que deixam as pessoas tontas e provocam desmaios e entrassem para resgatar as meninas. Talvez, se assim o fizessem, o desfecho teria sido menos traumático. A questão é, a inversão de valores chegou a tal ponto incontrolável, que se prioriza mais defender ao bandido que a vítima. Aliás, não posso deixar de registrar parabéns ao advogado que não quis o ser do diabo e abdicou de defender o acusado. Este, tem ética. O mundo ainda tem jeito. Ora, o rapaz entrou ali na intenção de cometer, no mínimo, o crime de cárcere privado, é um pertubardo mental, diz amar, quando na verdade é obsessão e não amor, o que ele sentia e ninguém ali, apesar de supostamente preparado não soube perceber que não teria negociação? Ninguém pensou em dar um tiro, no braço, no ombro, nem que fosse para desequilibrá-lo enquanto rapidamente outros entrariam e salvariam as reféns? E o cúmulo da irresponsabilidade de deixar a amiga da vítima retornar ao local e voltar a ser refém? Onde estava o comandante da operação quando isso aconteceu?

Talvez pensassem que ao atirar teriam que posteriormente enfrentar ressalvas dos ativistas dos Direitos Humanos, o que seria bem provável, tendo em vista que eles defendem mais aos bandidos que aos cidadãos de bem, mas em se tratando de salvar uma vítima, sendo, talvez, o único jeito de encerrar a situação de cárcere privado, tendo-se já esgotado todas as tentativas de negociação por diálogo? Ah, a Imprensa errou também… Quem garante que de dentro do apartamento o sequestrador não via pela TV os passos da polícia? A Imprensa quer realmente esclarecer o que houve ao ouvir a Nayara, ou simplesmente fazer sensacionalismo barato para ganhar audiência na guerra declarada entre as emissoras de TV? Caramba, tiveram que ouvir do hospital a negativa de entrevistar a menina… Acho, que ela deve falar, mesmo assim, apenas quando se recuperar, somente com a justiça… Acho que a polícia deve pensar mais na proteção das vítimas, numa próxima situação similar, se houver, que a Imprensa deve repensar sua atuação quando for cobrir casos de intenso risco à vida de alguém e, principalmente que as pessoas parem de comentar coisas esdrúxulas sobre as vítimas, demonstrando desrespeito aos seus familiares. Também peço perdão pelo desabafo… É que me irrita ver o descaso para com as vítimas, enquanto os algozes são quase tratados a pão de ló. Maldita seja essa inversão de valores.

criado por lili_as    19:07 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo

12.9.08

Em Defesa do Jornalismo

Abaixo, reproduzo mensagem da Federação Nacional dos Jornalistas:

Em defesa do jornalismo, da sociedade e da democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.
O Supremo Tribunal Federal – STF – está prestes a julgar um Recurso Extraordinário que, se aprovado, acabará com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, permitindo que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do jornalismo brasileiro. É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica, ética e que estejam em constante aperfeiçoamento.
Também é importante reforçar que a obrigatoriedade do diploma não ameaça as liberdades de expressão e de imprensa. A profissão regulamentada não é impedimento para que as pessoas se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião esteja presente na mídia.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão de jornalista no país ficar exclusivamente nas mãos de empresas de comunicação.
Os brasileitos e, neste momento específico, os ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Obs: reprodução do texto da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj
Declarem seu apoio em www.fenaj.org.br 

E, a Fenaj em apoio à obrigatoriedade do diploma para formação em jornalismo convida:
Para Ato Público em defesa do diploma para o exercício do Jornalismo.
Dia 17 de setembro, às 13h, em frente ao Supremo Tribunal Federal – STF –, na Praça dos Três Poderes em Brasília.

Quem puder, compareça! Quem não puder, colabore por meio do abaixo-assinado disponível no site da Fenaj. Por uma informação de qualidade e pela certeza de um profissional que esteja qualificado para o exercício da profissão de jornalismo, colaborem com o manifesto em defesa da obrigatoriedade do diploma para que se exerça a profissão de jornalismo.

criado por lili_as    15:00 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

11.9.08

Um Minuto de Silêncio

          Hoje faz sete anos da tragédia ocorrida em 11 de setembro de 2001, quando aviões seqüestrados por terroristas foram jogados contra as duas torres do World Trade Center em Nova York, Estados Unidos. Não cabe discutir se os EUA tem sua parcela de culpa, nem qualquer teoria conspiratória, mas sim, de relembrar as vítimas que infelizmente estavam no lugar errado, na hora errada, e de chamar atenção do quão prejudicial a intolerância, o fanatismo e a irracionalidade podem ser para a história da humanidade.  Tive a oportunidade, no início deste ano, de ver de perto os destroços do WTC, tirei a foto acima do memorial em homenagem as vítimas, aliás, peço desculpas pela má qualidade da foto, mas a tirei pelo celular. 

            Aliás, seria adequado um minuto de silêncio, não só às vítimas do WTC, mas aos passageiros do vôo 93 da  United Airlines com destino a São Francisco, cuja coragem de seus passageiros de tomar o avião, impedindo que os terroristas atingissem o alvo - especula-se que seria a Casa Branca - deve ser ovacionada. Porquanto, indico a quem ainda não tenha visto, o filme homônimo que mostra os últimos instantes das heróicas vítimas.  Lá em Nova York, além do memorial em homenagem às vítimas e aos bombeiros que também agiram feito heróis, há desenhos e planos para uma nova construção, como um símbolo de esperança. Como o futuro que se inspira de um passado trágico; só que, visando um novo rumo e a reconstrução de uma identidade desintegrada. Para concluir, uma antiga lembrança:

 

 

criado por lili_as    22:57 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo

6.9.08

Libertai-vos das Algemas da Alienação

Ouvi na rádio CBN, manifesto por parte dos policias, em repúdio à proibição do uso de algemas.Também pudera, faz-se um escarcéu repudiando o uso destas, logo após o escândalo do banqueiro Daniel Dantas. Aquele que se enquadra na categoria bandido VIP e que pode pagar um advogado - do Diabo - a peso de Ouro. Já o "Zé Ninguém", aquele que é denominado ladrão de galinha, que já extrapolou o tempo da sentença prevista, o preso pobre que é tratado em condições sub-humanas, ultrajado… esse que se dane, ou melhor, é esquecido. Este, não se consegue fazer ouvir.

Claro, não se ignora que há abuso de autoridade e até uso injustificado de algemas, mas proibir o uso delas seria a solução? Ora, "as algemas algemas servem para qualquer pessoa que seja detida, independente do crime; pode ser crime de menor potencial ofensivo, não interessa. O cara vai andar no banco de trás da viatura, e você na frente é presa fácil." (palavras de um policial civil) Quanto ao abuso de autoridade, deve ser punido, obviamente, mas não generalizando a situação, já que a análise de tal abuso é subjetiva. E quem a decide? Ou melhor, quem a deve decidir? Juízes de um tribunal que nunca foram a trabalho de campo perseguindo um infrator da lei? Que ficam sentados atrás das mesas em seu gabinete, curtindo o ar refrigerado e não sabem nem a metade do risco que passa o policial? E se o preso for de alta periculosidade, fingir não resistir a prisão e quando menos se espera matar o policial a queima roupa, conforme já ocorrido; e incluso, mencionado no STJ Repórter, quando se debatia sobre o uso das algemas. Será que Dantas realmente não merecia ser algemado? Isso o constrangeu? E o constragimento para o país devido aos milhões que perde em investimentos na saúde, educação e segurança por conta de dinheiro público desviado por tais criminosos VIPs que sempre, via de regra, permanecem impunes? E a postura de acomodação de encarar o Judiciário quase como um poder divino acima do bem e do mal? Impassível à questionação? Criminosos de colarinho branco praticam crime contra a "coisa pública" demonstrando falta de respeito total aos princípios da Administração Pública, à Opinião Pública e à sociedade; e vai-se ficar calado diante disto? Até porque dos três poderes da República, o menos transparente é o Judiciário, então porque dar-lhe liberdade plena e aceitar suas decisões sem nem sequer questionar? Aposto que a pessoas direitas e de bem, que tem de viver feito prisioneiras enquanto os criminosos estão livres, também entenderiam o manifesto destes policiais. Eu entendo, uma pessoa antenada entenderia. Por fim, espero que esta decisão do STF não sirva como mais um estímulo à vergonhosa Impunidade que impera em nosto país.

Texto Interessante - Escrito por um policial civl, a respeito das algemas no site:

http://www.casodepolicia.com/

criado por lili_as    2:58 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

1.9.08

Me engana que eu gosto…

Volto a repetir: cuidado com os supostos defensores dos direitos fundamentais que alegam defender a Constituição. Ontem, indignada, ouvi no Fantástico, o caso do jovem César Ferreira, de Tocantins, que dirigindo acima da velocidade permitida, atropelou um idoso e, diante das câmeras, ainda ousou zombar do ocorrido. A questão é, o jovem, recusou-se a fazer o teste do bafômetro. Com certeza, os críticos exacerbados da Lei Seca, o dariam razão, sob pretexto de defesa do direito assegurado pela Carta Magna de não produzir prova contra si mesmo e também pelo princípio da presunção de inocência. Me engana que eu gosto! Eu repito. Ainda acho que a questão, na realidade, é a preocupação com os lucros, que diminuíram com a lei em vigor, e não o desrespeito a Constituição em si, se é que ele existe. Explica-se: A  Lei Maior, defende os direitos individuais e também os COLETIVOS - muitos fazem questão de se esquecer disso - e, numa vida em sociedade, o direito coletivo - em alguns casos - deve prevalecer sobre o direito individual. Sem essa, portanto, de defender quem se recusa a soprar no bafômetro; "Quem não deve, não teme". O pior, é que a família do jovem ainda teve o disparate - embora seja compreensível a família querer o bem dele, apesar de tudo - de entrar com pedido para que se responda em liberdade, porque o atropelamento foi uma mera "fatalidade". Ora, a zombaria do jovem com o ocorrido, demonstra que ele estava bêbado. Qualquer pessoa de bom senso, sabe que bebida (exagerada) e direção não combinam… O idoso, infelizmente estava na hora errada, no lugar errado… Mera Fatalidade? Repito: me engana que eu gosto. Ah, e outra pergunta que fica para reflexão: o jovem irresponsável tem quem olhe por ele, e a pobre viúva? Quem olhará por ela?

Dados - Brasil economiza R$ 48 mi com redução de acidentes nas estradas
Brasília, 20/08/08 (MJ) – O Brasil economizou R$ 48 milhões e poupou 159 vidas desde que a lei contra o álcool ao volante entrou em vigor, há dois meses. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (20), pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Significa uma redução de 13,6% de vítimas fatais em relação ao mesmo período (20 de junho a 20 de agosto) no ano passado.

O dinheiro economizado representa 25% do orçamento anual da PRF. O suficiente para comprar 500 ambulâncias ou sete mil bafômetros para equipar todas as forças policiais nos estados. Em 2007, o país sofreu um prejuízo de R$ 6,5 bilhões por causa de acidentes somente em rodovias federais.

De acordo com o diretor-geral da PRF, Hélio Derenne, a economia é mais significativa para o setor público. O governo deixa de arcar, por exemplo, com novas aposentadorias por invalidez, uso de helicópteros, e viaturas, combustível e atendimento médico.

Fonte: Ministério da Justiça

OBS: Volto a repetir também, que o certo seria questionar o excesso de rigidez da lei. Realmente o limite de tolerância é inexistente e, existe sim, os que bebam responsavelmente, mas justamente por isso, deveria se questionar o excesso de rigidez, tentar resolver essa questão, ou provar que a diminuição nas estatísticas de acidentes de trânsito se deve puramente ao aumento de fiscalização e não questionar o mérito da lei.

criado por lili_as    18:51 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

21.8.08

Puxão de Orelha

Faço questão de dar um puxão de orelha, ainda que por meio de palavras, primeiro porque me irrita profundamente aqueles patriotas eventuais que insistem em achar que ser patriota é torcer para o país em copa do mundo, nas olímpiadas… Aliás, fiz questão de não falar sobre as atuais olímpiadas, não gosto de esporte e, sei que o mundo - e também seus problemas - permanece a girar, independente dos jogos de Beijing. Fora que, ofuscar, esquecer, o desrespeito da China aos direitos humanos, sua ditadura, enfim, assuntos para uma outra hora.

A questão é, chamar a atenção dos críticos de plantão - no caso aqueles que criticam por criticar somente - que estão metendo o pau nas meninas da seleção brasileira feminina de futebol. Infelizmente, elas não levaram a medalha de ouro que era objetivo delas, mas ninguém pode atirar a primeira pedra, dizendo que elas jogaram mal, ou que não lutaram até o fim. Aliás, acho profundamente injusto, que elas não tenham o mesmo espaço na mídia que se dá àqueles insonsos jogadores do time masculino. Aquelas estrelinhas, que sempre entram em campo achando que já ganharam, e por isso mesmo, sempre tem o desempenho aquém do desejado. Perdoem-me os patriotas eventuais ou temporários, mas bem feito que los hermanos - os argentinos - ganharam. O que considero o fim da picada, é ouvir as pessoas, muita delas, que não fazem sequer idéia do trabalho árduo dos esportistas, da luta, das horas de treinamento diário e mesmo, que levam vida sedentária e ainda se metem a falar do desempenho alheio. O puxão de orelha vai para todo cidadão que está metendo o pau nas brilhantes jogadoras do time feminino de futebol, que jogaram bonito, lutaram até o fim, mas não deu. Talvez, não era para ser, vá saber! Perder também faz parte da competição, e falta esse ensinamento nos dias de hoje, por isso os consultórios dos analistas andam lotados, porque não se aprende a lidar com as frustrações numa sociedade que hiper-exalta o sucesso a todo custo. E a quem não consegue reconhecer o esforço das meninas, o desempenho impecável, apesar do resultado insatisfatório… meus pêsames, com certeza precisa melhorar seu ponto de vista.

criado por lili_as    21:04 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

Conto da Carochinha

Lei Seca: contra ou a favor; está perdido?

               Muito se fala da polêmica Lei Seca, mas o fato é que não há de se questionar o mérito da lei, e sim, seu excesso de rigorosidade. Explica-se: Não se pode negar que é absurdo - e exagero - equiparar num mesmo patamar, um indivíduo que beba responsavelmente, com outro que bebe até não aguentar mais - demonstrando inclusive, falta de amor próprio. Todavia equivoca-se ao desmerecer o mérito dela. Há tempos que se fazia campanhas e mais campanhas pela paz no trânsito; repetindo o slogan: Se beber, não dirija ; e mesmo assim, de nada adiantou. Acaba que o brasileiro não tendo aprendido por bem, teve que aprender por mal.

Hipocrisia -  Faz-se necessário também, alerta para o perigo da ingenuidade. Cuidado com os ditos defensores da Constituição Federal. Todo concurseiro  sabe - o mesmo tanto, ou quase que um bacharel em Direito - que há inúmeras situações do cotidiano que desrespeitam - e estão desconformes - com a Carta Magna. Aliás, diz-se nos cursinhos que as leis, em geral, entendidas em sua literalidade, referem-se ao país da Alice, da obra de Carroll - o país das maravilhas -, ou seja, representam mais o Dever ser, do que o que realmente é. Logo, é preciso debater com mais zelo, acerca dos questionamentos da Lei Seca.

            Alega-se inconstitucionalidade, por parte dos representantes de donos de bares, e também, desrespeito aos direitos e garantias fundamentais previstos no artigo 5º da Constituição. Ora, é no mínimo ingenuidade não notar que há a defesa dos interesses comerciais por trás disso. Conforme já mencionado, deveria ser questionado o excesso de rigor da lei, não seu mérito. As estatísticas comprovam, diminuíram as mortes por acidentes de trânsito, isso é uma grande conquista. As campanhas feitas anteriormente à sanção da lei, não produziram efeitos. Pode ser que o aumento da fiscalização tenha contribuído, até mais que a lei em si, porém, ao mesmo tempo é conveniente por demais, tendo em vista os lucros diminuídos que se questione a juridicidade da lei, não? O questionamento de tal categoria é hipócrita, não é fruto de um cidadão que se indigna ao ver a lei máxima de seu país desrespeitada. É também, uma distorção da defesa dos direitos fundamentais, porque numa vida constituída em sociedade, além de direitos, há também os deveres e, o direito de um acaba onde começa o do outro. Do jeito que estava antes, bêbados irresponsáveis se metendo a dirigir, causando graves acidentes e tornando o país campeão nas estatísticas, por morte no trânsito, não dava para continuar. Mesmo com a lei em vigor - alguns ao insistir em desrespeitá-la - ainda se causa graves acidentes que no geral, acabam prejudicando a um terceiro, que por infelicidade cruzou com o motorista bêbado. E infelizmente, há de se reconhecer que é costume do brasileiro ter que aprender a força: por imposição, obrigação. Até porque, não se proíbe de beber, mas sim, de dirigir quando beber. E aos supostos defensores do que não se deve produzir provas contra si, é necessário lembrar que neste caso, deveria prevalecer o: "Quem não deve não teme".

 Manipulação - Talvez a redução nas mortes por acidentes de trânsito seja fruto do aumento da fiscalização e não da lei em si, como se diz por aí. Então, eis da onde se deve começar e focalizar as discussões. Sem hipocrisias, sem conto da carochinha, sem uma pseudo preocupação com o desrespeito à Carta Magna. Há quem diga que a diminuição das estatísticas é fruto da manipulação da mídia sobre a opinião pública, não que isso seja um fato impossível, contudo, seria outro exagero; seria considerar que a opinião pública é acrítica e facilmente manipulável. Há de se discutir ainda muito sobre a Lei Seca e seus desdobramentos. Atente-se para que a discussão seja razoável e não baseada em generalizações ou ideais hipócritas.

criado por lili_as    14:28 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

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