Espaço da Palavra!

Espaço para contos, crônicas, poemas, críticas, comentários e resenhas… Enfim, espaço do escritor. Por Lilly Soares

8.10.08

Carta

 Filho (a)

  Espero que essa não seja a carta encontrada! Eu passei pela vida, não a vivi!
Perdi oportunidades, muitas vezes, por comodismo, encucações e, em geral, por medo de ousar.Sepultei meus sonhos; a determinação em lutar e a coragem de ir atrás de meus objetivos. Numa rotina entediante, sufocante; sempre solitária, não percebi o tempo passar. Hoje, lembro-me com remorso e tristeza das coisas que não fiz. Das dúvidas e angústias que consumiram a essência de minha alma. Percebo-me ainda, uma eterna vítima do “se”. O rancor está a minha espreita! Olho e vejo ao longe: ela… A morte!
Seria mais feliz eu, entregando-me aos seus braços? Teria chance de aproveitar em outra vida, o que desta eu mesma me privei? Quisera ter essas respostas!
Não quero que sintas pena de mim; nem que chores! Já não me resta muito tempo…
Aliás, lembre-se sempre: jamais seja escravo do tempo. Ele é um carrasco impiedoso! Não se preocupe em se preparar para usufruir as maravilhas da vida. Simplesmente, viva! Ou verá que pode ser tarde demais! Permita-se viver, amar, ser feliz. E faça do tempo seu aliado.

                                          Com amor, de sua mãe….

OBS: Desabafo escrito, por meio de uma situação hipotética, uma mãe a beira da morte, a fim de expressar que meu maior medo, é que ao chegar a minha hora, perceba não ter aproveitado a minha vida.

criado por lili_as    16:21 — Arquivado em: By Lilly Soares

6.10.08

20 anos da Carta Magna

Dia 5 de Outubro a Constituição Federal completou 20 anos. Poucos sabem, mas a Carta Magna vigente é a sétima constituição do país. A primeira, outorgada, de 1824 a 1891, na época do Império. Outra na República Velha, de 1981 a 1934; Outra de 1934 a 1937 no primeiro período do governo Vargas – este havia tomado o poder em 1930 – que centralizou poderes na esfera federal e possuía viés estatizante. Durante o golpe do Estado Novo, outra constituição, de 1937 a 1946. Com a queda deste Estado, a de 1946 a 1967 que reinstituiu o estado de direito, fazendo ressurgir as garantias e direitos individuais. Posteriormente, no período de terror da nossa história – A Ditadura Militar – os militares encomendaram uma constituição a fim de substituir a que eles haviam rasgado, de 1967 a 1988. Com a volta da democracia, três anos depois do retorno de um civil à presidência, a Assembléia Constituinte – a maior da história brasileira – no dia 5 de Outubro de 1988 concluiu seus trabalhos, resultando na criação da Carta de 88.
Ela é conhecida como a Constituição Cidadã, segundo o líder que esteve a frente da Assembléia Constituinte, Ulysses Guimarães. “Será a Constituição Cidadã, porque recuperará como cidadãos milhões de brasileiros. O povo nos mandou aqui para fazê-la, não para ter medo.” Recordações históricas a parte, a Carta Magna vigente deve ser comemorada, pois proporcionou ao país, estabilidade política e um arcabouço de direitos fundamentais. Consolidou a democracia, antes da carta de 88, votava-se apenas para prefeito, vereador, deputado estadual e federal e para senador. Estes, no colégio eleitoral, é que escolhiam o presidente da República. Além disso, só os alfabetizados e maiores de 18 anos eram aptos para votar. Saúde e educação ficavam a mercê da boa vontade do governo federal em investir – será que nessa parte, na prática, realmente mudou? –; se trabalhava 48 horas por dia sem direito ao décimo terceiro e outras características peculiares, que ao serem comparadas com a atual Carta Magna, deixarão claro o porquê de se comemorar estes 20 anos. Está certo que a Constituição Cidadã é extremamente detalhista e, em alguns artigos, defasada, já que os tempos são outros, e o contexto histórico também; e por isso, o “festival” de emendas constitucionais que infernizam a vida dos concurseiros… Incluso, concordo com seus críticos que ela deveria, também, regular os deveres dos cidadãos – muitos só querem saber de seus direitos, desrespeitando os direitos da coletividade. E, tem coisas absurdas, como por exemplo considerar o racismo como crime inafiançável e imprescritível – não estou defendendo o ato de racismo, mas homicídio, tirar a vida de alguém, é algo pior, e no entanto, não constitui crime imprescritível – e homicídio é prescritível. Se forem citar os absurdos, ou o tanto de artigos, que na prática, não se cumprem na íntegra… Há de se formar uma tese, o que não está em questão aqui. Muitas coisas a serem mudadas de forma satisfatória, só ao se convocar nova Assembléia Constituinte… Mas com este vergonhoso, governo atual… Melhor deixar como está, é mais apropriado do que arriscar mudar para pior.

criado por lili_as    18:26 — Arquivado em: By Lilly Soares, Curiosidades

2.10.08

Vale Tudo

 Domingo, dia 5 de Outubro, finalmente ocorrerá as eleições! Finalmente porque se encerrará o otário eleitoral gratuito. Era como deveria se chamar tal programa. Apesar de que, às vezes, chega a ser engraçado assistir ao programa, ver cada figura, cada nome, ver que grande parte lê o que fala sem nem disfarçar… Uns falam exaltados, outros nem se entende o que falam, mas ainda assim deixam suas marcas registradas; quem não se lembra do "clássico": Meu nome é Enéas!

Aliás, em época de eleição, vale tudo, não há estado democrático de direito, politicamente correto, e muito menos bom senso. Apela-se à crendices, superstições, golpe baixo, descrédito do(a) candidato(a) alheio(a)… Hehe, dava para se fazer um livro de humor - em teor crítico - com as aberrações e coisas esdrúxulas que insistem em aparecer na mídia, em época de eleições. Vou postar exemplos, recebidos por e-mails:

Alckimin está com Covas. Covas já morreu. Logo, Alckimin está morto.
AGORA O MUNDO JÁ SABE, PRA VOTAR É 25, 25 É KASSAB

Maluf esse é o cara. O cara que enganou São Paulo por mais de 20 anos.
AGORA O MUNDO JÁ SABE, PRA VOTAR É 25, 25 É KASSAB

Céu é Azul e não Vermelho. Vermelho é Marta, Kassab é Azul, assim como os Céus que serão construídos em São Paulo
AGORA O MUNDO JÁ SABE, PRA VOTAR É 25, 25 É KASSAB

Outro: O Brasil tem muitas Estrelas.
Assim como o Céu Azul, seu azul é coberto por estrelas Brancas.
Durante anos, diversos Estados foram visitados por Estrelas em seus respectivos governos que mais fizeram como Estrelas do que Políticos, sendo figuras meramente representativas.
De tantas estrelas Brancas, seis que surge uma Vermelha que ficou no topo da escala e hoje tenta contaminar as demais estrelas, oferecendo aliança com elas. Como Prefeitos, Governadores, Vereadores, Senadores e Deputados. Essa Estrela Vermelha, já tem outras de mesma cor e aos poucos está conquistando todo o belo globo azul de nossa bandeira.
A Estrela vermelha não é tão iluminada como a Branca e se perde no Azul do Céu. Ela acaba virando uma Estrela Cadente por falta de Orientação e de saber como Ficar no Topo e Governar um Pais.
Hoje, São Paulo vive uma disputa, entre Estrelas Brancas e Vermelhas.
Não deixe que a Grande Estrela Vermelha dominante te influencie para colocar mais uma Estrela como essa no domínio.
Para que todas as estrelas do seu pais não caiam. Você precisa de uma Estrela com a cor do seu pais. Uma Estrela Azul e Amarela. Como KASSAB.
AGORA O MUNDO JÁ SABE, PRA VOTAR É 25, 25 É KASSAB.

Hehe, até que são criativas e engraçadas, mas tem cada coisa absurda… Nem é bom relembrar. Brincadeiras a parte, espera-se que, apesar de todo o descrédito, justificável, que a política e seus representantes causam, que o eleitor não venda seu voto, escolha bem, embora seja difícil, porque o eleito terá mandato de 4 anos, não é pouco tempo.

criado por lili_as    12:22 — Arquivado em: By Lilly Soares, Prosa

30.9.08

Desabafo

          “Talvez todos damos o melhor dos nossos corações para aqueles que raramente pensam em nós” (T. H. White). Tanto no amor quanto na amizade. Às vezes nos recusamos a enxergar o óbvio só porque teimamos em não ver as coisas como elas realmente são. Outras vezes, porque nos é mais conveniente acreditar na mentira do que simplesmente enfrentar a verdade. Todo ser humano é passível ao erro, mas apenas poucos têm a capacidade de aceitar e entender que isto não só é inerente ao homem, mas também, talvez, o que melhor o caracteriza como tal.

         Uns têm a fortaleza de seguir em frente, e a sorte de encontrar pessoas de almas nobres, que não exitam em lhe dar uma segunda chance e, assim demonstrar o verdadeiro conceito de amizade. Já outros optam por condenar, se esquecendo que eles também estão propensos a errar e, que detestariam não ter o benefício da dúvida, quando dispostos a corrigir seus equívocos. E assim, acabam por escolher a opção mais tortuosa acabando por magoar ambas as partes. Por cultivar os sentimentos errados e pelos motivos igualmente errados, se esquecem da lição maior do ser supremo. Da doçura e pureza que um dia tiveram quando crianças e, acima de tudo, acabam mesmo que sem querer, incitando a paranóia e a desconfiança.

         No entanto, devido à sorte de encontrar no caminho, a ajuda e o carinho de pessoas que nos fazem perceber que ainda vale a pena acreditar na humanidade e em um mundo melhor, lembrando-se que ao cair; é só levantar e seguir em frente. Que nem isso vai impedir de se alcançar uma meta, e que com fé, as coisas irão melhorar, e a felicidade estará cada vez mais perto e ao alcance, assim como o tesouro da verdadeira amizade.

criado por lili_as    15:23 — Arquivado em: By Lilly Soares, Para Refletir, Prosa

21.9.08

Dando Nome aos Bois

Não sei o que irrita mais, uma pseudo obra de Ficção Científica que só contribui para denegrir ainda mais o gênero perante os críticos preconceituosos para com ele, ou os colunistas que demonstram desconhecer o mínimo sobre o estilo e tudo quanto é porcaria que mistura mitos, lendas, fantasia, mitologia, eles rotulam como obra do gênero e metam o pau. Trata-se de um artigo, publicado na Veja desta semana, criticando a novelinas Os Mutantes da rede record. Até aí, tudo bem, essa sofrível obra de teledramaturgia tem de ser criticada mesmo, é de puro mal gosto. Mistura - e plagia - filmes e seriados americanos e usa de (d)efeitos especiais e diálogos inexpressivos. Chegou-se ao cúmulo de criar a personagem rainha formiga e seus súditos. Abordou-se a Ufologia Mística e incluso, recém inseriu-se um personagem que vindo do futuro, tem como função aniqüilar os mutantes maléficos; qualquer semelhança com o filme Exterminador do Futuro, grande sucesso de Arnold Schwarzenegger, não é mera coincidência.

A questão é que para esses críticos, em regra preconceituosos com o gênero, desprovidos de um mínimo conhecimento, caracterizam como sendo do estilo, qualquer obra de "qualidade" duvidosa, sem refinamento e alheia ao bom senso, como por exemplo, essa novelinha da rede Record. É o cúmulo do absurdo compará-la sequer, com tentativa de obra de ficção científica, nem mesmo isso ela é. Parecem desconhecer também, o gênero fantástico, esse sim, ainda que se forçando a barra, seria mais adequado para rotular esta obra tosca da teledramaturgia da record. Uma mistura de vampiros, lobisomens, ets, mutantes, hibrídos humanos -insetos, é qualquer coisa, ou qualquer porcaria, menos uma boa e decente obra de Ficção Científica. Todos os fãs e conhecedores do estilo, com toda razão, se irritam e não gostam quando tais obras desprovidas de um mínimo bom senso e qualidade são equivocadamente declaradas como sendo do gênero. Para esses críticos que fazem essas comparações absurdas, lá vai:

- O que é Ficção Científica?

Gênero literário caracterizado pela reflexão sobre as descobertas da ciência e a evolução tecnológica. Desenvolvido no século XX, influenciou outras artes, em especial o cinema. As conquistas da ciência e da tecnologia, suas possibilidades sem limites e suas experiências às vezes temerárias constituem a matéria-prima da ficção científica.
Gênero literário que se desenvolveu no século XX e espraiou-se para outras formas de manifestação artística, principalmente para o cinema, a ficção científica tem como tema principal a reflexão sobre as descobertas da ciência e a evolução tecnológica. Literatura característica de uma época de transição, em que a fé cega nos enunciados científicos e no progresso tecnológico, vigentes no século XIX, deram lugar à desconfiança e ao temor, a ficção científica traduz uma mudança geral de mentalidade em relação à ciência. No entanto, a atitude da ficção científica nem sempre é crítica: tanto pode adotar o culto cientificista e otimista, como uma posição de pessimismo e anticientificismo.
A ficção científica funda-se sobre o possível e nisso difere da literatura fantástica, que se baseia numa impossibilidade real. Por isso, os precursores do gênero, como o Frankenstein (1818), de Mary Shelley, e o Strange Case of Dr. Jekyll and Mr. Hyde (1886; O médico e o monstro), de Robert Louis Stevenson, são ficção científica; enquanto o Dracula (1897), de Bram Stoker, não pertence a esse gênero, mas à literatura fantástica. Ao mesmo tempo, a ficção científica também se distancia da ciência, pois esta tem como projeto principal descrever a realidade, enquanto a literatura procura desenvolver os conflitos entre as exigências do homem e os limites impostos pelo mundo exterior. Como busca na ciência os meios para tornar-se convincente aos olhos do leitor, a ficção científica torna-se uma literatura conjectural, do "pode ser". Quando esse "pode ser" se torna uma ameaça à sobrevivência da humanidade, a ficção científica assume o papel de crítica social, tanto mais evidente quanto mais se aproxima o futuro previsto pelos futurologistas da ciência.

 Fonte: ©Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações Ltda.

Eis acima, a prova de que falta um mínimo conhecimento ou pesquisa, resultando em comparações equivocadas de obras e gêneros aos quais se enquadram, por parte de alguns críticos de revistas.

 

criado por lili_as    23:22 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!, TV

12.9.08

Em Defesa do Jornalismo

Abaixo, reproduzo mensagem da Federação Nacional dos Jornalistas:

Em defesa do jornalismo, da sociedade e da democracia no Brasil

A sociedade brasileira está ameaçada numa de suas mais expressivas conquistas: o direito à informação independente e plural, condição indispensável para a verdadeira democracia.
O Supremo Tribunal Federal – STF – está prestes a julgar um Recurso Extraordinário que, se aprovado, acabará com a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista, permitindo que qualquer pessoa, mesmo a que não tenha concluído nem o ensino fundamental, exerça as atividades jornalísticas.
A exigência da formação superior é uma conquista histórica dos jornalistas e da sociedade, que modificou profundamente a qualidade do jornalismo brasileiro. É direito da sociedade receber informação apurada por profissionais com formação teórica, técnica, ética e que estejam em constante aperfeiçoamento.
Também é importante reforçar que a obrigatoriedade do diploma não ameaça as liberdades de expressão e de imprensa. A profissão regulamentada não é impedimento para que as pessoas se expressem por meio dos veículos de comunicação. O exercício profissional do jornalismo é, na verdade, a garantia de que a diversidade de pensamento e opinião esteja presente na mídia.
Não apenas a categoria dos jornalistas, mas toda a Nação perderá se o poder de decidir quem pode ou não exercer a profissão de jornalista no país ficar exclusivamente nas mãos de empresas de comunicação.
Os brasileitos e, neste momento específico, os ministros do STF, não podem permitir que se volte a um período obscuro em que existiam donos absolutos e algozes das consciências dos jornalistas e, por conseqüência, de todos os cidadãos!
Obs: reprodução do texto da Federação Nacional dos Jornalistas – Fenaj
Declarem seu apoio em www.fenaj.org.br 

E, a Fenaj em apoio à obrigatoriedade do diploma para formação em jornalismo convida:
Para Ato Público em defesa do diploma para o exercício do Jornalismo.
Dia 17 de setembro, às 13h, em frente ao Supremo Tribunal Federal – STF –, na Praça dos Três Poderes em Brasília.

Quem puder, compareça! Quem não puder, colabore por meio do abaixo-assinado disponível no site da Fenaj. Por uma informação de qualidade e pela certeza de um profissional que esteja qualificado para o exercício da profissão de jornalismo, colaborem com o manifesto em defesa da obrigatoriedade do diploma para que se exerça a profissão de jornalismo.

criado por lili_as    15:00 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

11.9.08

Um Minuto de Silêncio

          Hoje faz sete anos da tragédia ocorrida em 11 de setembro de 2001, quando aviões seqüestrados por terroristas foram jogados contra as duas torres do World Trade Center em Nova York, Estados Unidos. Não cabe discutir se os EUA tem sua parcela de culpa, nem qualquer teoria conspiratória, mas sim, de relembrar as vítimas que infelizmente estavam no lugar errado, na hora errada, e de chamar atenção do quão prejudicial a intolerância, o fanatismo e a irracionalidade podem ser para a história da humanidade.  Tive a oportunidade, no início deste ano, de ver de perto os destroços do WTC, tirei a foto acima do memorial em homenagem as vítimas, aliás, peço desculpas pela má qualidade da foto, mas a tirei pelo celular. 

            Aliás, seria adequado um minuto de silêncio, não só às vítimas do WTC, mas aos passageiros do vôo 93 da  United Airlines com destino a São Francisco, cuja coragem de seus passageiros de tomar o avião, impedindo que os terroristas atingissem o alvo - especula-se que seria a Casa Branca - deve ser ovacionada. Porquanto, indico a quem ainda não tenha visto, o filme homônimo que mostra os últimos instantes das heróicas vítimas.  Lá em Nova York, além do memorial em homenagem às vítimas e aos bombeiros que também agiram feito heróis, há desenhos e planos para uma nova construção, como um símbolo de esperança. Como o futuro que se inspira de um passado trágico; só que, visando um novo rumo e a reconstrução de uma identidade desintegrada. Para concluir, uma antiga lembrança:

 

 

criado por lili_as    22:57 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo

10.9.08

Invasão de Privacidade

Pergunta-se: privacidade existe? São tantas câmeras em tudo quanto é lugar, que há de se pensar; a tão falada privacidade é como algo em extinção. Ou um mito. Porém, tratando do que realmente interessa, os grampos telefônicos, há de se ressaltar que constitui um assunto complexo e pela mesma razão, não deve ser visto por um único ponto de vista. Eis o motivo: obviamente toda interceptação telefônica - popularmente chamada de grampo - realizada de forma ilícita e que caracterize abuso de poder, deve, sem dúvida, ser condenada. Contudo, a ampla discussão visando descobrir quem é o responsável pelo grampo ao presidente do Supremo, ABIN, alguém do gabinete da presidência?; acaba por distrair a atenção da Opinião Pública para um outro lado relevante desta questão. Os pra-lamentares com tudo a esconder, digamos assim, devem estar aproveitando esse escândalo como um "prato-cheio" para justificar o cerceamento dos poderes investigativos do Ministério Público e da Polícia Federal, usando de hipérboles, falácias, demagogias e se "apoderando" dos escândalos conforme lhes for mais conveniente. Ah, usam de neologismo também, hão de chamar de espetacularização.

Memória Curta - Não se intenciona defender atos ilícitos, mas se questiona um estardalhaço devido ao fato da "vítima" ser representante da Suprema Corte e, por todo escândalo ter estourado na grande Imprensa, após noticiado em revista de circulação nacional não tão confiável assim, devido seu teor altamente tendencioso. A invasão de privacidade que afetou um cidadão comum, Francenildo Santos Costa - para quem não se lembra, trata-se do caseiro que denunciou o ex-ministro da fazenda Palocci e suas reuniõezinhas "secretas" com companheiros em casa de bairro chique de Brasília - cuja conta foi devassada  pela quebra de sigilo bancário, que a priori, por lei, também só é permitida com autorização judicial e a fim de investigação policial; no entanto, ficou por isso mesmo, nenhuma providência foi tomada, apesar de ter sido uma quebra de sigilo indiscutivelmente ilegal. Não se tem do que reclamar, a fim de proteger a "vítima" cheia de status, num instante, como num passe de mágica, não só já se tomou providência, como já há projeto para monitorar, digamos assim, as interceptações telefônicas. Detalhe, as realizadas com autorização também entraram no tal projeto. Se fosse possível ter a certeza que a fiscalização visa apenas impedir abuso e excesso de poder, nem haveria problema, mas… Com a corrupção e impunidade que reinam no país, e com agentes públicos, em regra, não tão confiáveis assim, indaga-se: quem irá fiscalizar os responsáveis por fiscalizar a necessidade ou não dos grampos telefônicos?

criado por lili_as    23:25 — Arquivado em: By Lilly Soares, Fala Sério!

6.9.08

Libertai-vos das Algemas da Alienação

Ouvi na rádio CBN, manifesto por parte dos policias, em repúdio à proibição do uso de algemas.Também pudera, faz-se um escarcéu repudiando o uso destas, logo após o escândalo do banqueiro Daniel Dantas. Aquele que se enquadra na categoria bandido VIP e que pode pagar um advogado - do Diabo - a peso de Ouro. Já o "Zé Ninguém", aquele que é denominado ladrão de galinha, que já extrapolou o tempo da sentença prevista, o preso pobre que é tratado em condições sub-humanas, ultrajado… esse que se dane, ou melhor, é esquecido. Este, não se consegue fazer ouvir.

Claro, não se ignora que há abuso de autoridade e até uso injustificado de algemas, mas proibir o uso delas seria a solução? Ora, "as algemas algemas servem para qualquer pessoa que seja detida, independente do crime; pode ser crime de menor potencial ofensivo, não interessa. O cara vai andar no banco de trás da viatura, e você na frente é presa fácil." (palavras de um policial civil) Quanto ao abuso de autoridade, deve ser punido, obviamente, mas não generalizando a situação, já que a análise de tal abuso é subjetiva. E quem a decide? Ou melhor, quem a deve decidir? Juízes de um tribunal que nunca foram a trabalho de campo perseguindo um infrator da lei? Que ficam sentados atrás das mesas em seu gabinete, curtindo o ar refrigerado e não sabem nem a metade do risco que passa o policial? E se o preso for de alta periculosidade, fingir não resistir a prisão e quando menos se espera matar o policial a queima roupa, conforme já ocorrido; e incluso, mencionado no STJ Repórter, quando se debatia sobre o uso das algemas. Será que Dantas realmente não merecia ser algemado? Isso o constrangeu? E o constragimento para o país devido aos milhões que perde em investimentos na saúde, educação e segurança por conta de dinheiro público desviado por tais criminosos VIPs que sempre, via de regra, permanecem impunes? E a postura de acomodação de encarar o Judiciário quase como um poder divino acima do bem e do mal? Impassível à questionação? Criminosos de colarinho branco praticam crime contra a "coisa pública" demonstrando falta de respeito total aos princípios da Administração Pública, à Opinião Pública e à sociedade; e vai-se ficar calado diante disto? Até porque dos três poderes da República, o menos transparente é o Judiciário, então porque dar-lhe liberdade plena e aceitar suas decisões sem nem sequer questionar? Aposto que a pessoas direitas e de bem, que tem de viver feito prisioneiras enquanto os criminosos estão livres, também entenderiam o manifesto destes policiais. Eu entendo, uma pessoa antenada entenderia. Por fim, espero que esta decisão do STF não sirva como mais um estímulo à vergonhosa Impunidade que impera em nosto país.

Texto Interessante - Escrito por um policial civl, a respeito das algemas no site:

http://www.casodepolicia.com/

criado por lili_as    2:58 — Arquivado em: By Lilly Soares, Desabafo, Fala Sério!

3.9.08

Impressão da 27ª Feira do Livro

         Impossível expressar em palavras a sensação ao visitar a 27ª Feira do Livro de Brasília. Primeiramente, a organização dos stands, neste ano, está de parabéns, muito organizada, a variedade de produtos também. Livros didáticos, infantis, de entretenimento, para concurso público… Tem para todos os gostos. Tem, inclusive, um stand, que recomendo, dos menores livros do mundo, ou, Mini Books. Tem de Pequeno Príncipe, Kama Sutra, Citações Bíblicas a citações de Miguel de Cervantes e às obras de Machado de Assis.  Aparentemente, à primeira vista, pensa-se que as letras serão ininteligível, porém, ao contrário, pode-se ler perfeitamente qualquer um destes livros, e eles aindam servem de enfeite, de tão "fofos" que chegam a ser. A praticidade também conta, não pesam na bolsa, nem no bolso e, para estudantes de idioma também é recomendado. Há mini books em inglês, espanhol, italiano… Aliás, a um certo momento, queria fugir da feira, porque senão, iria sentir-se tentada a adquirar cada vez mais livros e a grana anda curta, por assim dizer… O passeio valeu cada minuto. Achei livros de exercícios para concursos por um preço acessível - R$ 10,00 - e ainda completei outra parte de meus livros de Sherlock Holmes - na feira há stands que vendem por R$5,00 - No mais, agora, é aproveitar e ler, adquirindo e aumentando conhecimento, e também, com isso, melhorando o vocabulário. Repito, já dizia Monteiro Lobato: "Um país se faz de homens e de livros."

"¡No permitas que las preocupaciones te roben la alegría. Ocúpate de lo que más te gusta!" 

(tradução) "Não permita que as preocupações  roubem a tua alegria. Ocupe-se do que mais tu gostas" - (autor desconhecido)

criado por lili_as    23:35 — Arquivado em: By Lilly Soares, Cultura, Prosa

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